A história recente da humanidade demonstrou que o equilibrio de poder militar entre nações actua como uma lâmina de dois gumes. Apesar da inicial concepção beligerante que tal ideia possa suscitar, o terror potenciado pelo cenário de uma hipotética destruição mútua actua como um verdadeiro "Reini" do plano internacional. Refiro-me mais especificamente à questão das armas nucleares, que na segunda metade do século XX tanto furor fizeram por esse mundo fora. Neste ponto é possível recorrer à chamada analogia do telemóvel. O telemóvel esse, agora indispensável, objecto da vida quotidiana, responsável por inúmeros focos de competição social, visto que, indivíduo que se preze, procura sempre o melhor e mais avançado deles. Bem, foi mais ou menos isto que se passou durante a guerra fria, não havía potência militar que não quisesse ter a melhor e mais avançada bomba atómica, na eventualidade de algum dos seus vizinhos do lado lhe querer roubar as galinhas. No caso de serem vários os vizinhos a quererem roubar galinhas, nada como um arsenal de centenas só para garantir.
Bomba puxa bomba, míssil puxa míssil, alguém resolveu inventar um escudo anti-mísseis!! Má ideia, contestada, e veemência, pelos de mais "restantes", que afirmavam: "Ora bolas, tanto trabalho a sacar plutónio e agora inventam-me uma defesa anti-nuclear? Assim as minhas armas super fixes não funcionam! Parem lá com isso ou temos chatice!"
É verdade, algures entre os dias do senhor Reagan e hoje, a concepção de uma artimanha que evite o apocalipse tornou-se uma chatice.
(Bem, ok, um meio apocalipse pelo menos)
Os especialistas afirmarão que se trata de manter o equilíbrio no plano internacional, evitando que um de entre os demais possua uma qualquer vantagem no campo estratégico-militar. Com razão sim senhor, mas neste caso o engraçado vem de outro lado. É uma coisa muito " Á lá idade média" ; "Malditos camponeses, contruiram uma muralha, ferro neles"
Eu pessoalmente procuro justificações na situação da pizza.
Imaginem uma qualquer rua onde imperem pequenos negócios de restauração, entre eles uma pizzaria. Certo dia vem o Pizza Hut, constrói lá um restaurante com preços altamente competitivos, fazendo assim descer o tenebroso pano da globalização sobre a pizzaria local. Batalha atrás de batalha, pizza atrás de pizza, ambas as pizzarias possuem agora um arsenal táctico de pizzas nucleares apontadas uma à outra. Até que um dia os tipos da pizza Hut dizem: " Fomos comprados, agora vamos ser um Burger King!". Ao que responde o dono da pizzaria local: "Ai não vão não! Se tentarem levam com as nossas pizzas em cima!"
Bem entretanto juntem-lhe ford transits explosivas e comandos guaxinim de bicicleta e AK47.
Ah e aqueles tipos que se juntam de vez em quando para mandar pedras às montras...
Não faz sentido pois não?
3 comentários:
Pirata com dois "t", só finuras, hein! "A modos que" pronto, ah e tal e coiso e etc, hehe. :] *
Com ironia e boa disposição dizes umas verdades no teu artigo! Very Nice :D
arrebentar ou rebentar? :O
bjinho*
Enviar um comentário