segunda-feira, 4 de junho de 2007

Arrebentar com o céu.


A história recente da humanidade demonstrou que o equilibrio de poder militar entre nações actua como uma lâmina de dois gumes. Apesar da inicial concepção beligerante que tal ideia possa suscitar, o terror potenciado pelo cenário de uma hipotética destruição mútua actua como um verdadeiro "Reini" do plano internacional. Refiro-me mais especificamente à questão das armas nucleares, que na segunda metade do século XX tanto furor fizeram por esse mundo fora. Neste ponto é possível recorrer à chamada analogia do telemóvel. O telemóvel esse, agora indispensável, objecto da vida quotidiana, responsável por inúmeros focos de competição social, visto que, indivíduo que se preze, procura sempre o melhor e mais avançado deles. Bem, foi mais ou menos isto que se passou durante a guerra fria, não havía potência militar que não quisesse ter a melhor e mais avançada bomba atómica, na eventualidade de algum dos seus vizinhos do lado lhe querer roubar as galinhas. No caso de serem vários os vizinhos a quererem roubar galinhas, nada como um arsenal de centenas só para garantir.
Bomba puxa bomba, míssil puxa míssil, alguém resolveu inventar um escudo anti-mísseis!! Má ideia, contestada, e veemência, pelos de mais "restantes", que afirmavam: "Ora bolas, tanto trabalho a sacar plutónio e agora inventam-me uma defesa anti-nuclear? Assim as minhas armas super fixes não funcionam! Parem lá com isso ou temos chatice!"
É verdade, algures entre os dias do senhor Reagan e hoje, a concepção de uma artimanha que evite o apocalipse tornou-se uma chatice.
(Bem, ok, um meio apocalipse pelo menos)
Os especialistas afirmarão que se trata de manter o equilíbrio no plano internacional, evitando que um de entre os demais possua uma qualquer vantagem no campo estratégico-militar. Com razão sim senhor, mas neste caso o engraçado vem de outro lado. É uma coisa muito " Á lá idade média" ; "Malditos camponeses, contruiram uma muralha, ferro neles"
Eu pessoalmente procuro justificações na situação da pizza.
Imaginem uma qualquer rua onde imperem pequenos negócios de restauração, entre eles uma pizzaria. Certo dia vem o Pizza Hut, constrói lá um restaurante com preços altamente competitivos, fazendo assim descer o tenebroso pano da globalização sobre a pizzaria local. Batalha atrás de batalha, pizza atrás de pizza, ambas as pizzarias possuem agora um arsenal táctico de pizzas nucleares apontadas uma à outra. Até que um dia os tipos da pizza Hut dizem: " Fomos comprados, agora vamos ser um Burger King!". Ao que responde o dono da pizzaria local: "Ai não vão não! Se tentarem levam com as nossas pizzas em cima!"
Bem entretanto juntem-lhe ford transits explosivas e comandos guaxinim de bicicleta e AK47.
Ah e aqueles tipos que se juntam de vez em quando para mandar pedras às montras...
Não faz sentido pois não?

A Promessa

Do latin, promissa; s.f. acto ou efeito de prometer; aquilo que se promete; oferta; voto feito a Deus ou aos santos para obter uma graça.


Não fiz qualquer “voto a Deus ou aos Santos para obter uma graça”. Mas quase cometi o “acto ou efeito de prometer” que não postava nada enquanto o senhor Castor também não o fizesse.


A ideia era essa, mas o puro conceito de prometer algo assusta.
Um cabelo numa cabeça, não e nada. Mas um cabelo numa sopa pode ser muitas coisas. Ahhh santa relatividade omnipotente!!! Dai a relutância que me persegue a prometer o que quer que seja. A vida muda tantas vezes e vá que uma promessa fica por cumprir. Não me perdoaria!


Não prometi, mas fiquei para ver quando é que saia o tão esperado post. E voilá… não há.


Desdentar o Castor? É uma ideia!
Atirá-lo da Torre de Belém e dizer que ele se atirou? Outra ideia.
Dá-lo a um circo chinês? Não o quereriam!


Adiante.


Confesso que ando perturbada.
Muito. Imenso.


E tal facto deve-se a estas palavras ideia:


Não há filósofos. Há apenas adolescências prolongadas!



Percebi então que jamais poderia ser adoptada.