1989 e a transformação da paisagem de todo o Leste europeu.
Desde esse ano até há pouco, confesso que andei entretida com coisa como a infância ou a adolescência e não prestei muita atenção a certos momentos/acontecimentos que agora poderiam sustentar, ou não, alguma apreensão relativamente aos comportamentos russos, internos e externos.
Ou é isso ou a Rússia tem feito mesmo por passar despercebida, inspirando renovação e expirando progresso. As duas hipóteses são plausíveis. Mas, se é verdade que estes últimos tempos, andou formiguinha, note-se que anda a começar a cantar, alto!
Há umas semanas (não consigo dizer com rigor quando ou onde) li qualquer coisa sobre uns aviões militares russos a sobrevoar território americano no Pacifico. Uns dias depois, numa inauguração, Puttin enaltece a mão-de-obra russa, dizendo qualquer coisa como ser simplesmente a melhor (do Mundo, entenda-se).
No dia 14 de Setembro, sai a noticia “Força aérea britânica e norueguesa intercepta aviões militares russos no espaço aéreo da NATO”, fonte Expresso on-line.
Na edição impressa desta semana do mesmo jornal, pode-se ler:
“ O governo de Vladimir Puttin vendeu a Damasco (Síria) grandes quantidades de armas ligeiras antitanque que os numerosos e bem armados combatentes do Hezbollha utilizaram, no ano passado, para humilhar o exercito invasor israelita no sul do Líbano (..).” e ainda “ (…) a marinha russa planeia retomar as operações no Mediterrâneo reactivando a base naval do período da Guerra, ainda guarnecida do seu pessoal no porto Sírio de Tartus.”
Ora bem, todo o Estado tem o direito de se expandir, marcar a sua posição (não chocando com os interesses internacional ou mundiais, como convém). A Rússia como grande ex - potencia mundial não deve desejar outra coisa se não voltar aos gloriosos dias. Mas esta cede de chegar a todos os cantos, incluindo ao fundo do mar, será exibição de uma nova Rússia apetrechada de progresso ou avisos de que eles estão de novo na área. Bem, não esqueçamos o passado.
Que me dizes Sir Churchill??